terça-feira, 22 de setembro de 2015

Presidente da Volkswagen é demitido

São Paulo - Depois de ser acusada pelo governo dos Estados Unidos de ter equipado quase meio milhão de carros com um software que mascara a emissão de poluentes, a Volkswagen demitiu nesta terça-feira (22) o presidente global Martin Winterkorn, segundo publicou o site alemão Der Tagespiegel.
De acordo com a publicação, fontes informaram que o executivo será substituído pelo atual presidente da Porsche, Mathias Muller.
Ainda conforme divulgou o Der Tagespiegel, a presidência do conselho da empresa deve se reunir nesta quarta-feira e uma reunião com todos os vinte membros deve acontecer na sexta-feira.
Martin Winterkorn: CEO da Volkswagen deve ser substituído pelo da Porsche, Mathias Muller© Getty Images Martin Winterkorn: CEO da Volkswagen deve ser substituído pelo da Porsche, Mathias Muller
A Volkswagen, entretanto, nega a saída de Winterkorn. Ao site norte-americano Business Insider, um porta-voz da montadora disse apenas que a empresa não pode comentar nada neste momento. "Agora temos que esperar", afirmou.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O custo econômico da crise política

Desde a derrota de Aécio Neves, o mimado das Alterosas, para Dilma Roussef, em um já distante outubro de 2014, fora deflagrado um movimento nacional de notória indignação seletiva, portanto, mero e costumeiro cretinismo de nossas elites contra o governo do PT e sua continuidade.
Com o forte e arrebatador argumento da crise nacional e tendo como pano de fundo o evidente e aberto ataque de "vale tudo" ao Partido dos Trabalhadores que, como se sabe, se fortalece ano após ano na cultura política nacional, na formação de lideranças, na construção de políticas públicas e como mediação fundamental para os próprios rumos da política nacional brasileira, as elites nacionais se não inventaram essa crise, tratam de intensificar seu drama no cotidiano da vida do povo.
Economia? Elas, as elites estão pouco se lixando com os rumos da economia, afinal, sempre se utilizaram de todos os dispositivos possíveis, legais ou não, para a manutenção da estrutura produtiva nacional atravancada em formas organizacionais ainda do tempo da colônia, com relações sociais de produção que variam da precarização pura e simples ao trabalho de analogia escravocrata.
É só ver como estão as terras no Brasil, completamente virgens de reforma agrária; áreas urbanas concentradas em meia dúzia de mãos e as rendas do trabalho social canalizadas em vultos plenos para a nossa muito "nacionalista" elite brasileira, embora suas contas bancárias estejam, de fato, em paraísos fiscais e seus patrimônios em Miami Beach ou na zona do euro.
Não... Não é a economia. A elite brasileira, imaginem, ainda hoje não assimilou a ideia fundamental de que empregadas domésticas são trabalhadoras com direitos básicos a serem cumpridos como qualquer outra categoria profissional. Quem não se lembra do rebu que foi para aprovação das PEC das empregadas domésticas?
E o que me dizem de oito horas de labor diário para os caminhoneiros que, antes da "primavera petista" tinham que entupir as veias com anfetaminas para jornadas extenuantes e que, não raro, chegavam a vinte e quatro horas ininterruptas de um tipo de trabalho de muito risco, cansaço e tensão?
O fato é que o empresariado brasileiro, guardadas raras e louváveis exceções, jamais deu muita confiança para o estado da arte da economia, afinal, o Estado brasileiro sempre lhe disponibilizou fartosFINANCIAMENTOS, isenções com sabor de mel e anistias acalentadoras. Quem sempre bateu cabeça com a economia foram os trabalhadores, esses sim, dormiam e acordavam na angústia de salários mirrados, aviltantes e simbólicos.
Empresário gosta mesmo é de política. De financiar políticos e suas eleições e depois, é claro, governar a cidade, o Estado e a pindorama de Cabral. Empresário brasileiro dá valor é pra política e, de preferência, esta que está ai, onde se compra vereador por uma ninharia de dinheiros, prefeitos por outros tantos, deputados, senadores e governadores por outras bagatelas e, em troca se ganha possibilidades reais e fáceis de governo de cidades, regiões e mesmo do país.
Aperfeiçoar suas cadeias de produção? Nada! Inovar na lógica produtiva? De jeito nenhum!INVESTIR em pesquisa e desenvolvimento? Realizar inversões em recursos humanos de alto padrão produtivo? Nem pensar... Pra quê, se pode se governar o país e a vida nacional com o arremate de contratos de prestação de serviços?
Se não sabem, com um contrato, o empresário tal é o responsável pela coleta de lixo, pelo seu acondicionamento, pela qualidade do trânsito e pela gestão das escolas. Que tal? Com uma rubrica, todos os hospitais são terceirizados e, pronto... A Anônima S.A. de tal nos governa!
Com um contrato na mão, nossos empresários controlam rodovias, seus fluxos e suas velocidades. Assumem o fornecimento de insumos e matérias-primas, os produtos dos hospitais, os atendimentos, dos serviços gerais aos procedimentos mais complexos.
Nosso empresariado é a força onipresente que está na gestão de todas as formas de governança do país, na definição das rendas e de suas distribuições, no papel do trabalho e no sofisma da mediação estatal em "equilibrar" relações de trabalho e produção neste país privatizado.
Como se percebe, as tais das eleições estão, a cada dia que se passa, perdendo em sentido, razão e necessidade. Com o país terceirizado o negócio é ditar culturas políticas, comportamentos administrativos e sentidos para a já moribunda vida republicana. Já vivemos uma ditadura, uma dramática e lastimável ditadura econômica.
É por isso que clamam com tanta facilidade e entonação pelo impedimento de uma presidente democraticamente eleita, sem qualquer processo que justifique tal solicitação e com uma conduta de vida política ilibada e em pleno favor do restabelecimento da democracia brasileira.
Talvez um pouco de fluência política nos ajudasse a entender o que vivemos, contribuísse com o alento de uma sociedade gerida por cidadãos e não por tecnocratas que tratam da política, essa maravilhosa contribuição helênica, como se fora um despacho simplório à base de papel e tinta.

ÂNGELO CAVALCANTE
Economista, cientista político, doutorando na USP e professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Blog de Notícias tem aumento de 21% de visitas em menos de 45 dias


O Buscar Brasil, empresa conhecida como de criação de sistemas de Buscas para municípios, bairros e empresas em  fevereiro de 2015 iniciou seu programa de inserção de Blogs de Seleção de  Notícias, desenvolvendo-se pelo território nacional.
Nos últimos 45 dias a empresa teve um crescimento de  21% sobre o número de visitas no sistema de seleção de Notícias Notícias.



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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Câmara aprova doação de empresas a partidos e conclui reforma política

A Câmara dos Deputados rejeitou, na noite de hoje, a maioria das emendas do Senado ao Projeto de Lei (PL) 5.735/13, a minirreforma eleitoral. Entre as emendas mais polêmicas que foram rejeitadas estão a que trata da doação de empresas a partidos políticos para as campanhas até o limite de R$ 20 milhões por campanha; a que reduz o prazo de filiação partidária de um ano para seis meses e mantém a exigência do domicílio eleitoral de um ano para se candidatar a cargo eletivo.

Com a aprovação do substitutivo apresentado pelo relator da reforma, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), às emendas aprovadas pelo Senado e com a votação de todos os destaques e emendas que visavam a alterar o substitutivo, a Câmara concluiu a votação da minirreforma eleitoral.

O PT tentou retirar do texto aprovado pelos deputados a possibilidade das empresas fazerem doações aos partidos para as campanhas eleitorais. No entanto, 285 deputados votaram pela manutenção do texto e 180 pela proibição das doações de empresas aos partidos. Os deputados também rejeitaram a emenda do Senado que proibia pagamento a cabos eleitorais pelo trabalho nas campanhas. 

Os deputados aprovaram a criação de uma janela de 30 dias, antes do fim do prazo de filiação, para que os eleitos possam deixar a legenda de origem sem perder o mandato. Voltou a permissão de carros de som, que o Senado havia retirado da reforma política. O texto aprovado também, segundo o relator, reduziu o tempo dos programas eleitorais em bloco e aumentou o tempo destinado às inserções que são veiculadas nas emissoras durante a programação normal. 

Um dos destaques aprovados na noite de hoje, apresentado pelo PT, substituiu o limite de 65% dos gastos para campanha a deputado federal, que seriam aplicados sobre o maior gasto nacional para o cargo na eleição anterior, pelo limite de 70% do maior gasto contratado para a disputa do cargo em cada estado na eleição anterior.

Notícias: Direitos Humanos no mundo


O Jogo da Política: Notícias sobre Política, Direito e Economia

terça-feira, 8 de setembro de 2015

São Paulo tem o dia mais chuvoso do ano, diz CGE


Até as 19h, foram registrados 62,3 mm de precipitação na cidade.
Maior número até agora tinha sido 38,9 mm, em 6 de março.

Do G1 São Paulo
Esta terça-feira (8) foi o dia mais chuvoso do ano, com 62,3 mm de precipitação até as 19h, de acordo com a medição prévia realizada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo. O técnico em meteorologia Adilson Nazário, do CGE, afirma que os dados são parciais e podem aumentar na medição realizada após a 0h. Segundo ele, até agora, o dia mais chuvoso do ano havia sido 6 de março, quando a chuva alcançou a marca de 38,9 mm.
A chuva registrada até esta terça já supera em 18,6% o esperado para todo o mês de setembro. O número registrado nestes oito dias alcançou a marca de 79,5 mm, mais do que os 67 mm esperados para os 30 dias. Nazário diz que choveu sobre o Sistema Cantareira e todos os mananciais da região metropolitana de São Paulo.
A forte chuva que atingiu São Paulo causou enchentes, derrubou árvores, deixou pessoas ilhadas, provocou congestionamento acima da média e o transbordamento de córregos.
Durante a maior parte da tarde, toda a cidade ficou em estado de atenção para alagamentos, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura. O município deOsasco, na Grande São Paulo, também foi afetado com as chuvas: diversas ruas ficaram alagadas, deixando moradores ilhados.
Confira, abaixo, os principais problemas causados pelo temporal:
Carro em alagamento em Osasco, na Grande São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)Carro em alagamento em Osasco, na Grande São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)
Alagamentos
A Defesa Civil declarou estado de atenção para o risco de alagamentos em toda a cidade de São Paulo na tarde desta terça. Por volta das 17h, os córregos Ipiranga e dosMENINOS, na Zona Sul, transbordou, alagando a Rua Abraão de Moraes com a Rua Ribeiro Lacerda.
A Subprefeitura do Ipiranga entrou, no horário, em estado de alerta. Desde a madrugada, a Prefeitura registrou, em toda a cidade, 29 pontos de alagamento, sendo 22 transitáveis e sete intransitáveis.
Alagamento toma sessão inteira da rua Agreste de Itabaiana, na Zona Leste de São Paulo, durante chuva que atinge a capital paulista (Foto: Gero/Estadão Conteúdo)Alagamento toma a Rua Agreste de Itabaiana, na Zona Leste de São Paulo (Foto: Gero/Estadão Conteúdo)
O Corpo de Bombeiros foi chamado para resgatar pessoas que ficaram ilhadas por causa de inundações. A primeira ocorrência foi registrada na Rua Quintino da Cunha, em Cidade Líder, bairro da Zona Leste de São Paulo. As quatro pessoas foram retiradas.
Caso semelhante foi registrado em Osasco. Um carro com duas pessoas foi arrastado pela correnteza na Avenida dos Autonomistas. Na cidade foram registrados pontos de alagamento intransitáveis também na Avenida Presidente Médici, no bairro Vila Baronesa, e na Avenida Cruzeiro do Sul, no Jardim Rochdale.
A corporação informou também que resgatou uma pessoa que se afogou no piscinão de São Bernardo do Campo, no ABC.
Corpo de Bombeiros trabalha na remoção de árvore que caiu na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, em São Paulo (Foto: João Paulo Monteiro Fiori/VC no G1)Bombeiros retiram árvore na Avenida Brigadeiro Luís Antônio (Foto: João Paulo Monteiro Fiori/VC no G1)
Árvores
O Corpo de Bombeiros registrou, desde o início do temporal, queda de 64 árvores, sendo 45 só na capital, principalmente nos bairros do Mandaqui, Carrão, Tatuapé, Casa Verde Pinheiros, Centro, além da cidade de Osasco.
Árvore caiu sobre carro na Rua Rodésia, em Pinheiros (Foto: Reprodução/TV Globo)Árvore caiu sobre carro na Rua Rodésia, em
Pinheiros (Foto: Reprodução/TV Globo)
Uma das árvores atingiu um carro na Rua Rodésia, 200, em Pinheiros, na Zona Oeste. Uma pessoa ficou presa dentro do veículo. A vítima sofreu fratura no fêmur, foi retirada consciente e levada para um hospital.
O coordenador de TI João Paulo Monteiro Fiori trabalha em um prédio na Avenida Brigadeiro Luis Antônio e registrou o bloqueio da via na altura do número 487 por causa da queda de uma árvore. Ele contou que ventava muito e chovia forte no momento da queda, mas nenhum pedestre ou carro foi atingido. "Não sei como isso não ocorreu [atingir alguém], é um local de grande movimento", disse.
Queda de árvore na Rua Dr. Cândido Mota Filho, na altura do Center Shop Colina, na região do Butantã, em São Paulo (Foto: Marco Aurélio Chineacco/VC no G1)Queda de árvore na Rua Dr. Cândido Mota Filho, na região do Butantã (Foto: Marco Aurélio Chineacco/VC no G1)
CPTM e Metrô
A circulação de composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi afetada pela chuva. Três linhas operaram com velocidade reduzida e maior tempo de parada nas estações: 7-Rubi, 9-Esmeralda e 10-Turquesa.
No Metrô, as linhas 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilas funcionavam com velocidade reduzida. A Estação Palmeiras-Barra Funda, da Linha, teve uma de suas saídas alagadas. O estudante Eliotério Valentim disse que sempre que chove, o local enche de água e os passageiros acabam molhando os calçados. Ele disse que percebeu um dos ralos entupidos.
Alagamento na estação Palmeiras/Barra Funda, em São Paulo (Foto: Eliotério Valentim/VocênoG1)Alagamento na estação Palmeiras/Barra Funda, em São Paulo (Foto: Eliotério Valentim/VCnoG1)
Aeroportos
O aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, operou durante a tarde com auxílio de instrumentos. O mesmo aconteceu com Congonhas, na Zona Sul da capital.
As rajadas de vento chegaram a 83 km/h às 17h no aeroporto de Guarulhos, de acordo com o CGE. Um pouco antes houve registro de ventos de 72 km/h na cidade.
Raios e relâmpagos cortam o céu na região da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo (Foto: André Lucas Almeida/Futura Press/Estadão Conteúdo)Raios cortam o céu na região da Lapa (Foto: André Lucas Almeida/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Falta de luz
A Eletropaulo informou que, por causa do temporal, 70 circuitos elétricos foram desligados por conta da ventania e da queda de árvores na rede. “Além das nossas equipes de atendimento de emergências, foram acionadas equipes que estavam de folga, turmas que trabalham em obras, perdas comerciais e demais serviços técnicos para trabalharem até que o fornecimento de energia seja normalizado", disse a empresa em nota.
"Há equipes com dificuldade de deslocamento por conta dos alagamentos”, completou o comunicado. A chuva deixou alguns bairros às escuras em Osasco.
Desabamento
Até as 18h, equipes dos bombeiros foram chamadas para sete desabamentos de muros, telhados e barrancos. Nenhuma delas teve vítimas.
Represas (Foto: Arte/G1)
Reservatórios
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o acumulado de chuvas atingiu quase um terço do previsto para todo mês em 18 horas.
A chuva foi a maior desde o dia 28 de agosto eajudou os reservatórios de água que abastecem a Grande São Paulo. O Guarapiranga, na Zona Sul da capital, foi o maior beneficiado, indo de 66,5% para 67,2% de sua capacidade.
Nesta terça-feira (8), os sistemas Alto Cotia, Alto Tietê e Rio Grande também aumentaram a quantidade de água armazenada, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
No Sistema Alto Tietê, que vive estado crítico e que tinha quedas de nível há 40 dias, a elevação foi de 13% para 13,1%.
Já o nível do Sistema Cantareira ficou estável nesta terça-feira, pelo segundo dia seguido. As represas operam com 15% da capacidade, mesmo percentual registrado no domingo (6) e na segunda-feira (7), segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).